• Paulo Saraiva

A IMPORTÂNCIA DO USO DE CINTA E/OU SUTIÃ APÓS A CIRURGIA

Atualizado: 29 de Mar de 2020



Além dos cuidados pré-operatórios, como realizar todos os exames solicitados pelo cirurgião plástico, os resultados satisfatórios da cirurgia dependem também do cuidado pós-operatório. Um dos itens primordiais é o uso da cinta ou sutiã modeladores pós-cirúrgicos. Veremos quais os cuidados essenciais que se deve observar ao utilizá-los.


O uso do modelador também requer certo cuidado. Sendo um material compressivo que exerce uma força contínua sobre a pele, se ao vestir o modelador não houver alguns cuidados, a pele pode ser dobrada por baixo desse, sem que o paciente perceba.


Quando é feita a Lipoaspiração, o modelador deve ser vestido adequadamente e o uso da tala de contensão por baixo da cinta é uma alternativa indispensável, para evitar dobras na pele.


O sutiã cirúrgico é uma peça de roupa essencial usada na recuperação pós-operatória. A parte mais crítica do processo se dá nos três primeiros meses, quando ocorre cerca de 80% da cicatrização dos tecidos. O sutiã pós-cirúrgico promove todo o suporte necessário, pois envolve a região torácica e sustenta as mamas recém operadas, facilitando a circulação e diminuindo o inchaço local. Além disso, a peça é essencial para manter os implantes, no caso da prótese, no lugar correto, durante os primeiros meses, evitando que as próteses se desloquem. É uma obrigatoriedade para quem passa pelo procedimento cirúrgico.


É importante frisar que o tempo de uso do sutiã pós-cirúrgico varia de caso para caso, mas, em geral, deve ser contínuo durante o dia e até na hora de dormir, para garantir máximo bem estar e segurança ao paciente.


Já a cinta vai trabalhar na compressão do corpo e compactar os tecidos que sofrerão algum tipo de trauma durante a cirurgia. Portanto, deve ser confortável, uma vez que seu objetivo é "conter" e não "apertar", pois cintas apertadas em excesso causam dor e aumentam o inchaço. A compressão da pele e tecidos que estão abaixo da pele diminui o acúmulo do edema, evitando que acumule líquido na cirurgia.


O período do uso da cinta é por volta dos três meses, dependendo da cicatrização, flacidez da pele de cada paciente e da acomodação da pele ao novo contorno corporal. Pacientes com pele mais flácida deverão prolongar o tempo de permanência com a cinta, pois nesse caso a cinta estaria ajudando para que a pele se retraia e se molde com mais facilidade. As cintas e sutiãs são confeccionados com lycra elástica, que ajudam na compressão da área operada.


Sem a compressão adequada há uma tendência de que o espaço abaixo da pele seja preenchido com líquido pelo inchaço gerado, o chamado Seroma, dificultando a cicatrização da pele e as estruturas que permanecem abaixo dela e com isso há um atraso na cicatrização da pele. Isso pode causar flacidez, comprometendo o resultado final da cirurgia, pelo aspecto inestético que a pele flácida tem.


Existem vários modelos de cinta e sutiã cirúrgicos, contudo os mais indicados são os com colchetes na frente, que facilitam colocá-los e tirá-los. Também possuem abertura na parte da genitália, facilitando na hora de ir ao banheiro.


Atualmente existem muitos tipos de sutiãs pós-cirúrgicos no mercado, mas a maioria tem uma constituição básica comum: são confeccionados a partir de tecidos macios e elásticos, como poliamida e elastano. Além disso, são mais largos que os modelos convencionais, com alças que oferecem maior sustentação e são bem confortáveis.


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