• Paulo Saraiva

SOL E CÂNCER DE PELE



Tomar sol cuidadosamente, na medida certa, e com a devida proteção, é saudável, ajuda a prevenir a osteoporose, tem efeito terapêutico em algumas doenças de pele, estimula a liberação de endorfina, que é o hormônio que melhora o humor, e dá mais energia.
Mas, em excesso, os raios solares podem ser muito prejudiciais ao organismo, provocando desde queimaduras, manchas, alergias e até o temível câncer de pele.
Por isso, é importante se cuidar no sol, fazendo dele um aliado e não um inimigo.
A partir da descoberta da diminuição da camada de ozônio que protege a terra contra os raios ultravioletas do sol, previsões nada animadoras davam conta de que doenças como o câncer de pele poderiam se espalhar como praga.
Os números mostram que há motivos para preocupação. Pesquisas revelam que a cada ano mais de 100 mil pessoas tem câncer de pele, no Brasil. São consideradas pessoas que tem pele e olhos claros, ficam avermelhadas facilmente sob o sol, tem um histórico familiar da doença, expõem-se excessivamente à radiação solar ou que apresentam pintas de contorno irregular, marrons ou pretas.
De fato, para afastar o risco do câncer de pele não é preciso fugir do sol. mas usar o bom senso. A radiação que se relaciona ao desencadeamento desse câncer é a ultravioleta B, aquela que deixa a pele avermelhada e provoca queimaduras. Esses raios, que incidem principalmente entre as 10 e 15 horas, interferem na estrutura normal da reprodução celular.
As pessoas morenas e negras contam com a proteção natural da melanina, o pigmento da pele que funciona como uma espécie de capa. As mais claras, no entanto, dispõem de menos melanina e, por isso, também precisam de mais proteção.
O bronzeamento é uma defesa do organismo contra os perigos dos raios solares. Quando eles estimulam os melanócitos, fazem a melanina migrar para a superfície da pele. Assim, ela escurece para barrar o acesso da radiação ultravioleta aos órgãos internos. As pessoas que não tem capacidade de formar o pigmento ou o produzem em pequenas quantidades, defendem-se com uma vermelhidão ou eritema.
O corpo dispõe de dois outros mecanismos naturais de defesa contra os raios solares: o suor e o espessamento da pele. O suor funciona como um protetor solar natural, absorvendo parte da radiação UVB. Mas isso não deixa a pele totalmente protegida. Depois de alguns dias de exposição ao sol, ela também se defende, ficando mais grossa. Esse espessamento estimula a renovação celular, que ocorre, normalmente, a cada 28 dias, de forma suave. As células novas sobem até a epiderme, substituindo as antigas, e provocando o descascado. O aceleramento desse processo prejudica as fibras elásticas e colágenas, acarretando o envelhecimento precoce, a partir dos 25 anos.
Devido à sua cor clara, areia reflete 60% da radiação ultravioleta. As nuvens, como a água, retém apenas 20% da radiação solar. Por isso, o sol atinge mesmo até quem fica debaixo do guarda-sol. No mar ou piscina, os raios solares penetram na água, alcançando partes do corpo que estão submersas. também nos dias nublados, a pele queima, já que o mormaço não bloqueia a radiação. Por isso, o uso de filtros ou mesmo bloqueadores solares é indispensável. As pessoas prestam pouca atenção aos riscos da superexposição e acabam abusando.
O sol faz muito bem, mas todo cuidado é pouco.
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