• Paulo Saraiva

SEM MEDO DA ANESTESIA GERAL








Pacientes chegam a adiar cirurgias por receio de não voltar da anestesia. Medicamentos e aparelhos modernos reduzem drasticamente o índice de complicações.
A anestesia geral é uma técnica anestésica reversível utilizada em qualquer intervenção cirúrgica, na região do abdome, tórax, cabeça, pescoço.
Por volta de 25% dos pacientes adiam uma cirurgia por receio de algum risco relacionado à anestesia e 75% expressam preocupação em relação ao procedimento. Os grandes medos são acordar durante a cirurgia ou não acordar após a operação.
Não deveria haver motivos para pânico, afinal, a segurança do procedimento é cada vez maior e as taxas de complicação relacionadas à anestesia caíram drasticamente nos últimos 25 anos, devido ao nível de sofisticação muito grande no que diz respeito ao monitoramento do paciente.
. Quando acontece algum problema, as causas estão relacionadas a problemas cardíacos e respiratórios que os pacientes já tinham.
A evolução na realização do procedimento resulta, atualmente, em maior conforto para o paciente, antes, durante e depois do ato cirúrgico. Importantes inovações técnicas, medicamentos e de equipamentos trouxeram muito mais qualidade para as anestesias. Foram desenvolvidas rotinas e melhoramentos no preparo dos profissionais, que causaram uma segurança espetacular nos procedimentos.
Grande parte dos pacientes acredita que estar sob anestesia feral é dormir profundamente,enquanto outros pensam que a anestesia bloqueia os impulsos nervosos de uma pequena área do corpo, sem alterar a consciência. Na realidade, o paciente sob anestesia geral está inconsciente e com os impulsos neuromusculares bloqueados.
Embora a anestesia geral seja um procedimento de alta complexidade, o procedimento é relativamente simples. O anestesiologista injeta na veia os medicamentos que levam o paciente ao sono, para garantir que ele não tenha consciência e não se lembre de nada. Depois, o paciente recebe um anestésico, para inalar pelo nariz, na veia ou no músculo, para eliminar a dor. Em questões de segundos o paciente "apaga ".
Quando o paciente está sob o efeito da anestesia geral, as funções respiratórias são realizadas por respiradores artificiais. Então é feita a intubação, ou seja, os pulmões são conectados a um aparelho responsável pela respiração, por meio de um fino tubo inserido até a traquéia. Essa intubação é um procedimento especializado, realizado apenas pelo médico anestesiologista.
Para que o procedimento seja mais seguro é necessário fazer jejum de 10 horas antes da cirurgia. O paciente faz uma consulta com o anestesiologista, a fim de checar alergias a medicamentos ou doenças que comprometam o procedimento.
Os relaxantes musculares usados na anestesia geral desempenham um papel importante no procedimento, porque melhora as condições operatórias e facilita a intubação. Após o término da cirurgia, o anestesiologista suspende os efeitos desses relaxantes, permitindo que o paciente recupere a função muscular normal mais cedo e comece a respirar normalmente.
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