• Paulo Saraiva

QUELÓIDE







A CICATRIZ TÃO TEMIDA



Grande parte dos pacientes que vem ao consultório, julgam ter o temido quelóide. Mostram uma cicatriz clara, plana, levemente alargada, às vezes tortuosa, e pouco estética. Felizmente, na maioria dos casos, não se trata de quelóide.


Nem toda cicatriz feia é quelóide. O verdadeiro quelóide é uma cicatriz grossa, em alto relevo, endurecida, avermelhada, e que frequentemente apresenta coceira ou dor. Costuma surgir a partir de 2 a 3 semanas da cirurgia, inicia como uma cicatriz avermelhada, que se torna cada vez mais elevada, com coceira intensa, e que, aos poucos, vai se estendendo além dos limites da cicatriz. Essa última é a característica mais marcante do quelóide, ultrapassar o limite da cicatriz original.


Tem maior prevalência em negros e asiáticos e afeta preferencialmente áreas de pele espessa e tensa, como os ombros, as costas, a área entre as mamas.


Apesar de não se enquadrar nessas características, a orelha também é área frequentemente acometida, principalmente em furos de brinco ou piercing.


O quelóide não costuma diminuir com o tempo, ficando sempre com volume aumentado ou crescente, inestético.


Muito parecida e frequentemente confundida é a cicatriz hipertrófica, também em alto relevo, avermelhada, apresentado coceira, de início nas primeiras semanas de cicatrização, esse tipo de cicatriz fica delimitada à cicatriz original, não se estendendo além dela. Menos intensa, tem evolução favorável, com o tempo ( meses ) vai clareando e aplainando, acabando como uma cicatriz plana, muitas vezes alargada. Acomete todo tipo de raça, e tem predominância em áreas onde a pele está tensa.

Antes de qualquer cirurgia, o cirurgião deve avaliar o risco de quelóide do paciente, por meio dos antecedentes pessoais e familiares, assim como da avaliação do tipo racial e pele. Porém, caso aconteça a infelicidade de a cicatriz evoluir para um quelóide, o cirurgião plástico tem algumas maneiras para combatê-lo. Desde cremes, injeções de corticóide, fitas adesivas, etc.


Para quem já tem o quelóide formado, o melhor é retirá-lo com cirurgia e logo em seguida fazer os preventivos.

Dessa forma, a grande maioria dos casos tem bons resultados.

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