• Paulo Saraiva

MEDO DA CIRURGIA PLÁSTICA?








É comum nos deparamos com pessoas que nutrem um grande medo em relação aos procedimentos cirúrgicos com fins estéticos, principalmente alguns em específico, como é, por exemplo, o caso da Lipoaspiração. Por conta de uma carência na divulgação de informações mais esclarecedoras sobre cirurgia plástica e uma maior atenção da mídia na cobertura dos casos de erro ou complicações, criaram-se muitos mitos e tabus que resultam em um temor além do normal.


O paciente que é um pouco inseguro muitas vezes vai buscar na Internet a solução para suas dúvidas, e lá ele se depara com informações sérias, mas também encontra questões contraditórias, o que acaba deixando-o ainda mais confuso.


Em meio aos sites e profissionais comprometidos em transmitir informações corretas, há leigos e profissionais pouco experientes que espalham inverdades sobre a cirurgia plástica.


O medo está relacionado ao desconhecido e isso se aplica a muitas coisas, inclusive à cirurgia plástica. Quando não se conhece algo, mesmo que aquele determinado fato envolva um risco mínimo, ter-se-á mais medo ou receio. A partir do momento em que o paciente conhece sobre a cirurgia plástica que pretende fazer e entende sobre o que se pretende fazer, sana suas dúvidas e desmente os mitos, a pessoa desenvolve mais segurança e confiança em sua decisão por fazer o procedimento.


É função do cirurgião plástico e de sua equipe médica explicar ao paciente passo a passo todo o procedimento antes, durante e depois, como um mapa do processo cirúrgico. É muito importante que a pessoa entenda como será desde o momento de sua chegada ao hospital , do papel do acompanhante, o decorrer do procedimento cirúrgico, como ele voltará da anestesia, a volta para casa, o que ele vai sentir e como deve agir no período pós-operatório, os possíveis incômodos, o restabelecimento dia a dia até a recuperação total.


Por ser uma cirurgia eletiva, ou seja programada, em que não há o caráter de urgência e que pode ser agendada para a data que for mais oportuna ao paciente e ao cirurgião, a cirurgia plástica é um tipo de procedimento ao qual é imperativa a minimização de riscos, pois eles são em parte mais "previsíveis".


Como qualquer cirurgia, as estéticas incluem riscos de complicações. Embora sejam procedimentos pouco invasivos, que mantêm intactos os órgãos internos, a plástica envolve incisões, cortes, anestesia e manipulação de pele. Há uma série de fatores que precisam ser seguidos para afastar e diminuir riscos: um cirurgião plástico experiente, equipe médica completa, que trabalhe junto há muito tempo e tenha como rotineiro o procedimento que o paciente pretende fazer, a cirurgia ser realizada em um hospital seguro, o paciente estar em boas condições de saúde para se submeter ao procedimento e outros. O cirurgião plástico trabalha com o objetivo maior de poupar seu paciente de complicações durante e após a cirurgia, certificando-se de que todos os itens de segurança sejam seguidos à risca.


Se o paciente consultou um bom profissional, o médico esclareceu todos os detalhes sobre a cirurgia, todos os passos e o paciente ainda assim continua com medo, demonstrando insegurança, é recomendado que ele não passe pela cirurgia. Em muitos casos o incômodo que motivou a pessoa a procurar por uma cirurgia plástica não é suficiente para suplantar o medo que ele cultivou sobre o procedimento.


Normalmente, quando o paciente se sente completamente informado, avalia de forma clara os riscos reais, tem um bom relacionamento com seu médico, profissional no qual ele confia, o medo é superado pelas informações e a vontade de fazer a cirurgia plástica prevalece.

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