• Paulo Saraiva

MASTOPEXIA COM PRÓTESE












Prótese para mamas flácidas


Chega aquele momento em que os seios não tem mais a aparência durinha e levantada. Assim como em outras partes do corpo, as mamas sofrem alterações decorrentes da genética, envelhecimento, gravidez, amamentação ganho ou perda de peso e mudanças hormonais. O resultado disso é seio pequeno e caído.
Com a lei da gravidade, as mamas começam a cair, ficando com um aspecto pesado e flácido. Uma Mastopexia ( levantamento das mamas ) com silicone, é a melhor solução para deixar o seio firme novamente.
A cirurgia reposiciona a aréola da mama e a gordura e glândula em excesso, com o objetivo de compor um novo contorno, inclusive corrigindo a diferença que pode haver entre uma mama e outra.
Porém, só o levantamento das mamas não é suficiente para alterar significativamente o volume dos seios, quando eles estão flácidos e pequenos, além de não deixar o colo bem definido. Por isso, o cirurgião, juntamente com a paciente, optam por associar a cirurgia de retirada de excesso de pele com a colocação de uma prótese.
Se as mamas são flácidas e tiver excesso de pele, então não é recomendável colocar apenas o silicone, que acaba resultando em uma mama preenchida e caída. Isso porque a prótese é medida exatamente no meio da aréola. Quando há flacidez na mama, a aréola fica posicionada bem abaixo do sulco inframamário ( dobra debaixo da mama ).
Colocando o silicone em um seio caído, obviamente, que o resultado esperado não será alcançado. E o sonho de ter mamas firmes e altas só se dará com a combinação dos dois procedimentos: levantamento com prótese.
Depois da amamentação, do efeito sanfona ou de um emagrecimento acentuado, como pós bariátrica, a mama sofre alterações. Ela fica caída e perde, consideravelmente, o volume. Existem três graus de ptose ( queda ) da mama: leve, moderado e acentuado.
Quando há assimetria, ou um seio maior do que o outro, o cirurgião sugere a colocação de próteses de tamanhos diferentes. Assim é possível igualar os volumes e deixar os seios com a aparência semelhante.
Alguns fatores ou hábitos ruins podem interferir negativamente na sustentação dos seios, como:
- Uso incorreto ou o não uso do sutiã - é importante a escolha de um modelo que tenha qualidade e boa sustentação. Isso ajuda a deixar os seios no lugar e dar o devido suporte a eles.
- Má postura - faz com que os seios percam a sua posição natural. É importante se manter sempre uma postura ereta, para que se evite dor nas costas e ajude a proteger os seios.
Em relação ao ato cirúrgico, esse leva por volta de três horas, um pouco a mais ou um pouco a menos, dependendo do grau de flacidez das mamas. O tipo de cicatriz é em T invertido ou âncora. A boa qualidade das cicatrizes está muito ligada ao organismo e tipo de pele de cada pessoa. Algumas pacientes, depois de uma ano, quase não se percebe as cicatrizes, enquanto outras tem tendência ao quelóide, que é uma cicatriz avermelhada, alta e dolorosa. às vezes é imprevisível como vai ser a cicatriz, apesar de todos os cuidados tomados depois da cirurgia.
Um bom resultado cirúrgico depende de um bom trabalho do cirurgião e do cuidado que a paciente vai ter. Não adianta o cirurgião fazer uma cirurgia perfeita se a paciente não seguir as orientações na recuperação. Durante toda a recuperação em casa é fundamental seguir as recomendações do médico.
Os pontos são dados apenas em volta das aréolas, o resto é interno e a pele colada, não precisando ser retirados. Eles são tirados após 15 dias. O uso do sutiã cirúrgico é recomendável por 3 meses, não são usados drenos na cirurgia, É normal as mamas ficarem meio doloridas , inchadas e podem ter hematomas. Muito importante também se programar em relação ao trabalho, pois pede-se para não levantar os braços por pelo menos 30 dias, o mesmo tempo para começar as atividades físicas, para quem tem o hábito. Dormir de costas após 90 dias.
O resultado final pode levar 1 ano, para as mamas tomarem a forma definitiva e as cicatrizes começarem a ficar imperceptíveis. As cirurgias são realizadas sempre nos hospitais, e a internação de um dia para o outro.

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