• Paulo Saraiva

LIFTING

Atualizado: 24 de Abr de 2019

Quando a Plástica Está Na Cara






A pele funciona como uma vitrine do rosto. O envelhecimento geral do organismo fica estampado exatamente na face. Em parte, a perda da elasticidade da pele é determinada pela ação do tempo e influenciada por fatores genéticos. Por outro lado, interferências externas, como o sol e fumo, aceleram o processo. A prevenção consiste na já conhecida fórmula de proteger a pele, com protetores solares e hidratantes, e evitar exposições ao sol entre 9 e 16 horas. Essas medidas, seguidas desde a infância, retardam o envelhecimento.


Porém, para quem já tem uma, outra ou muitas rugas no rosto, parecer mais jovem está se tornando cada vez mais complicado. Técnicas aperfeiçoadas vêm modificando o alcance da cirurgia plástica. Hoje em dia, as cirurgias têm menor dimensão, são feitas mais precocemente, a recuperação é mais rápida e os custos mais acessíveis. Os resultados também são mais naturais. Em vez de se esperar que se atinja uma idade mais avançada e sinais aparentes de envelhecimento, faz-se uma intervenção menor, em pacientes mais jovens.


A plástica deixou de tratar apenas a pele, para alcançar partes mais profundas, como os músculos do rosto, que são puxados, retirar a sua flacidez e recolocados no lugar. Com isso, a durabilidade de um resultado é muito maior do que antes. Quando a pessoa envelhece, as estruturas que dão suporte à pele também sofrem modificações. Ao se corrigir a pele junto com o músculo, o resultado é visivelmente melhor. A “papada” no pescoço é um exemplo de que essa abordagem pode ser feita. Se a pele estiver “sobrando”, corta-se p excesso. As gorduras no local são retiradas por lipoaspiração. A flacidez do músculo pode ser corrigida puxando-a por baixo da pele.


Na faixa dos 40 anos, a procura pela plástica de face (Lifting) tem sido cada vez maior, especialmente quando a pessoa tem bolsas de gordura debaixo das pálpebras, que pode ser a tendência hereditária, que começa cedo, quando ocorre um relaxamento dos músculos em volta dos olhos. A pessoa passa a ter, então, uma aparência de cansaço, ou de que dormiu mal à noite, embora o rosto, em geral, esteja com bom aspecto. Essa é a faixa de idade em que a cirurgia dá um resultado muito bom e natural. A partir dos 60, 70 anos, como há necessidade de se corrigir mais o envelhecimento do rosto, os efeitos da cirurgia ficam mais aparentes e chamam mais atenção.


A plástica fácil em homens também já se faz em maior número, hoje em dia. Os resultados conseguem até ser mais duradouros do que as mulheres, por terem a pele mais firme. A barba é um fator que ajuda no bom resultado da cirurgia, porque ajuda a esconder mais as cicatrizes.


A durabilidade do resultado da cirurgia depende muito do tipo, consistência e textura da pele. Há casos em que a plástica dura 5, 6 anos, como há outros que duram 10, 15 anos. O estilo de vida de cada um também é um fator importante, como fumar, beber e ter hábitos desregrados.


A procura pela plástica de face tem sido por pacientes cada vez mais jovens, que querem recuperar a aparência com mais naturalidade. Quanto mais cedo a pessoa se submete ao lifting facial, menos a cirurgia é notada. Houve época em que a pessoa que fazia uma plástica no rosto ficava estigmatizada, por causa dos resultados que a deixava esticada demais ou com os olhos arregalados, tornando óbvia a plástica. Hoje a cirurgia é considerada bem feita quando não é percebida, pela sua naturalidade e não aquela que todos notam ao “baterem o olho”.


Um segundo lifting já será mais leve do que o primeiro, porque a sobra de pele será menor e os músculos já foram tratados na primeira cirurgia. É o “refrescamento” do rosto.

5 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo