• Paulo Saraiva

CIRURGIAS PLÁSTICAS E AUTOESTIMA



Obsessão pela beleza e vaidade extrema são armadilhas perigosas.



Cirurgia Plástica é um termo controverso. No Brasil, um dos paraísos mundiais para quem quer fazer correções estéticas - o país só perde para os Estados Unidos -, elas são corriqueiras. Mulheres não hesitam em aumentar ou diminuir o tamanho dos seios, eliminar gordurinhas, arrebitar o nariz e remodelar o corpo.
A vaidade extrema é uma armadilha perigosa. Ficar atento ao limite do que vai fazer uma pessoa a ficar melhor consigo mesma é extremamente necessário. Se isso não for respeitado, a saúde é quem vai sofrer danos.
Há casos em que os processos cirúrgicos são desnecessários e sinalizam graves problemas de autoimagem, como em situações em que a pessoa não aceita o seu corpo.
No entanto, a linha entre o excesso de preocupação com o corpo e as correções que farão bem à autoestima de uma pessoa é tênue. Crianças com orelhas de abano sofrem durante o periodo escolar. Os colegas são cruéis com brincadeiras. O impacto pode ser devastador na autoestima delas. A probabilidade é que quando grandes eles se tornem pessoas inseguras e com complexo de inferioridade. Em casos como esse, uma cirurgia chamada otoplastia, que reposiciona as orelhas, gera benefícios emocionais evidentes, o que certamente aumentará a autoestima. Em vários casos uma cirurgia plástica é necessária. E não só para aumentar a auto estima do paciente, mas para ele ter a liberdade e o prazer de gozar de uma vida sem tantos medos e inseguranças.
O apelo à estética pressiona mulheres de diferentes biotipos a seguirem um padrão de beleza que nem sempre pode ser levado à risca. O narcisismo e o culto ao corpo virou uma obsessão mundial. Os excessos cometidos em nome da boa aparência são exagerados e pode, ao invés de aumentar a autoestima, tornar uma pessoa permanentemente insatisfeita.
Corrigir imperfeições para ficar bem consigo mesmo não é algo condenável, pelo contrário, isso deve ser perseguido. Porém, o controle, o bom senso e a responsabilidade estão sendo preteridos nesse processo.
O excesso de recursos estéticos leva as mulheres a exagerar. Elas acreditam que tudo pode ser resolvido em uma mesa de cirurgia, quando, na verdade, faz parte do amadurecimento aprender a lidar com os sinais da idade.
Os problemas que podem surgir devido à obsessão e a compulsão por intervenções estéticas é grande. Os riscos de uma pessoa que recorre inúmeras vezes a procedimentos tipo Rinoplastia, Lifting, entre outros, é deformar o próprio rosto, tornando as expressões faciais artificiais e extremamente estranhas, sem vida e sem beleza.
A decisão de se submeter à primeira plástica não é fácil, e não deve ser mesmo, afinal o corpo sofrerá mudanças , aquele com o qual se está acostumado. Isso pode ser traumatizante num primeiro momento, gerando até arrependimento. Toda cirurgia gera estresse, em menor ou maior grau. Porém, sabendo escolher a cirurgia da maneira correta, refletindo bem sobre a questão, e conversando com os cirurgiões, esse procedimento pode ser um caminho importante para elevação da autoestima.
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