• Paulo Saraiva

CÂNCER DE MAMA







Prevenir ainda é o melhor remédio



As estatísticas são desanimadoras: cerca de 6.000 brasileiras morrerão, este ano, de câncer de mama. É o tipo de câncer que mais mata as mulheres hoje e a segunda maior causa de mortalidade feminina depois das doenças cardiovasculares.
Os médicos não conseguem explicar, ainda, o porque desse crescimento, visto que as campanhas estão cada vez mais incisivas para a prevenção. O que se sabe, até agora, é que o câncer de mama é uma doença genética e as mulheres que carregam um gene defeituoso estão mais sujeitas a desenvolver a doença. O que não significa que vão ter o câncer, inevitavelmente.
Para que ele se manifeste, outros fatores, externos ou de risco, precisam atuar, como, por exemplo, casos de doença na família, menstruação antes dos 12 anos, primeiro filho antes dos 20 anos, depois dos 30, ou mulheres que nunca tiveram filho, menopausa após os 50 anos, dietas muito ricas em gordura animal, abuso do álcool, etc.
O câncer de mama segue um roteiro de disseminação; no primeiro estágio, as células malignas se concentram na mama. A doença é localizada e mais fácil de ser curada. No segundo estágio, depois de se multiplicarem e de formar um ou mais tumores, elas começam a caminhar em direção a outros órgãos do corpo. Atingem, primeiro, os gânglios das axilas. Quanto menos gânglios contiverem células cancerosas, melhores as chances de cura nessa etapa. No último estágio de seu desenvolvimento, as células passam para outros órgãos e se espalham pelo corpo, em processo chamado Metástase. A partir daí a cura se complica ou fica impossível.
O aumento do número de casos, de qualquer maneira, transformou o tratamento das mamas em um dos campos da ciência médica que mais avança na descoberta de novos métodos para o tratamento e a prevenção do câncer de mama - uma doença que tem cura se diagnosticada no seu estágio inicial.
Enquanto o futuro da cura total não chega, a melhor possibilidade de curar o câncer preservando a mama continuará sendo o da prevenção da doença, pois ela só pode ser detectada quando já existe, sob a forma de tumor. Os nódulos e alterações da pele e dos seios que denunciam sua presença podem ser detectados no auto-exame das mamas,que se deve fazer uma vez por mês, pela própria mulher, entre o quinto e o oitavo dia após o início da menstruação. As mulheres que não menstruam mais devem escolher o mesmo dia de cada mês para se auto-examinar.Também o exame clínico, feito pelo(a) ginecologista, durante a consulta anual, de preferência cinco a sete dias após a menstruação, quando a mama já não está mais inchada ou sensível. E pala Mamografia - o Raio X das mamas - indicada para mulheres de mais de 35 anos, não sujeitas aos fatores de risco. Os aparelhos mais modernos de mamografia podem revelar as chamadas microcalcificações, como são chamados os tumores em seu estágio inicial, menores do que uma cabeça de alfinete.
Quanto mais cedo a doença for detectada, menor o estrago e melhor a recuperação.
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