• Paulo Saraiva

AMAMENTAÇÃO APÓS A CIRURGIA DE MAMAS









Algumas mulheres, preocupadas com a estética e também em resolver o problema de uma maneira rápida, acabam não consultando o cirurgião corretamente e se submetem à cirurgia sem saber os danos que ela pode acarretar na hora de amamentar o bebê.


A mamoplastia redutora tem como objetivo retirar o excesso de pele e tecido mamário existente. É indicada para a redução de mamas volumosas. A mastopexia é realizada quando o objetivo é somente a suspensão das mamas caídas, mantendo ou aumentando ( com próteses ) seu tamanho.


As duas cirurgias, com técnicas bastante semelhantes, podem apresentar, em alguns casos, problemas para a amamentação futura. O risco de a cirurgia afetar a amamentação irá depender, em boa parte, da técnica utilizada nas cirurgias das mamas. A escolha da técnica cirúrgica deve levar em consideração a idade da paciente e se esta já teve filhos ou deseja amamentar.

A retirada de parte da mama diminui a quantidade de canais que chegam intactos aos mamilos.


O comprometimento da amamentação pode acontecer porque a estrutura da mama é composta de gordura ( tecido adiposo ), glândulas, canais do leite, que são responsáveis pela produção e também por conduzir o leite até os mamilos.


Quando as mamas sofrem algum tipo de procedimento cirúrgico, essa estrutura passa por alterações, ode são cortados alguns canais do leite, impedindo a saída dele, mesmo quando há produção.


A redução mamária é uma técnica que pode influenciar mais na amamentação do que a Mastopexia, porque a cirurgia tira grandes quantidades de tecido mamário e das glândulas que produzem o leite, o que pode levar à interrupção dos canais. Qualquer procedimento cirúrgico nas mamas grandes pode causar implicações na amamentação.


Já a cirurgia de implante de próteses não tem influência na amamentação, quer sejam colocadas atrás das glândulas ou do músculo. Os canais do leite ficam intactos.


Algumas mulheres que amamentaram após a cirurgia plástica, recorrem a um novo procedimento, porque a estética pode ficar comprometida. O estiramento da pele proporcionado pelo aumento do volume da mama durante a amamentação pode causar flacidez e queda da mesma.


Para quem já se submeteu à mamoplastia redutora e quer saber se vai amamentar, durante a gestação, já terá sinais se conseguirá amamentar, se apresentar saída de líquido ( colostro ) espontaneamente ou à expressão dos mamilos, porém a certeza só acontecerá depois de tentar amamentar o bebê.


Caso a mulher deseje se submeter à mamoplastia depois de ter filho, o ideal é esperar pelo menos seis meses depois e de preferência ter voltado ao seu peso normal. As mamas se modificam muito com a lactação e é necessário esperar que as mesmas voltem ao seu estado de antes da gestação.


O fato é que a amamentação leva à flacidez das mamas e essa flacidez pode ser proporcional ao tempo de amamentação, bem como ao número de gestações. Certamente não é o único fator, pois o tipo de pele, alterações de peso, tamanho das mamas, hidratação da pele e uso de sutiãs de sustentação também tem responsabilidade na queda ou não das mamas após a amamentação.



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