• Paulo Saraiva

A OBESIDADE SOB CONTROLE

Atualizado: 25 de Abr de 2019





A obesidade é um assunto que desperta grande interesse. Isso acontece tanto por existir uma prevalência grande dessa patologia na população geral, quanto porque mesmo aqueles não obesos, mas com alguns quilos a mais, comportam-se como obesos na avidez por notícias nessa área, nem sempre apresentadas com o necessário embasamento científico.
Um exemplo da desinformação envolve os remédios para emagrecer. A obesidade é uma paatologia ainda pouco esclarecida. No mundo ocidental já se considera a obesidade como um problema de saúde pública, face às suas complicações. É bom saber que grande parte dos diabéticos adultos tem na obesidade, ou pelo menos no excesso de peso, a origem de sua doença. E daí é uma verdadeira sequência: hipertensão,colesterol alto, infarto do miocárdio,, etc.
Apesar disso, não existe, até hoje, nenhum tratamento satisfatório para essa doença. Noventa por cento dos obesos que emagrecem voltam a engordar poucos anos depois.
É uma taxa de insucesso muito alta. Daí a procura por drogas e métodos de emagrecimento.
Enquanto não surgem maiores novidades, algumas formas de tratamento são recomendadas: terapia comportamental, dietas acompanhadas por nutricionistas ou endocrinologistas e atividades físicas constantes. Todavia, e temos que ficar atentos, é condenável o abuso de prescrições de fórmulas para emagrecer, com associações perigosas, não raro com dez ou mais substâncias numa só cápsula, que são verdadeiras bombas.
O Brasil é um dos países que mais consome derivados anfetamínicos, o que exige boa fiscalização dos transgressores. É certo que o melhor caminho é a mudança de hábitos de vida, porém nem sempre isso é possível sem a ajuda de medicamentos seguros.
Enfim, o problema não está nos derivados anfetamínicos, mas para quem se auto medica , e, mais importante, quem os prescreve.
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